Cefet muda estrutura de cursos
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quinta-feira, 20 de novembro de 1997
Curitiba 
Arquivo FolhaAlessio: Novas opções para formação superior, através de cursos mais curtos, que permitirão formar mais genteO Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet) vai deixar de oferecer os cursos técnicos de segundo grau a partir do ano que vem. Os estudantes que desejarem ter uma formação profissional deverão cursar primeiro os três anos de ensino médio baseado na educação geral (que passará a ser oferecido pelo Cefet) e depois ingressar num outro curso, de educação profissional. As mudanças valem para as seis unidades do Cefet-PR: Curitiba, Ponta Grossa, Medianeira, Pato Branco, Cornélio Procópio e Campo Mourão.
Até agora, os cursos de 2º grau do Cefet tinham duração de quatro anos e incluíam profissionalização e educação geral num único currículo. As mudanças se baseiam na nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e serão implantadas aos poucos. A primeira fase é a implantação, já em fevereiro de 1998, do novo curso médio do Cefet. Serão ofertadas 840 vagas, das quais 160 em Curitiba. As inscrições deverão ser feitas de 24 de novembro a 5 de dezembro e o exame de seleção está marcado para o dia 21 de dezembro.
A educação profissional será dividida em três níveis: o básico (cursos com duração de 160 horas, abertos a pessoas com qualquer grau de escolaridade); o técnico (duração de até dois anos, para alunos matriculados ou egressos do ensino médio) e o tecnolígico (equivalente a cursos de nível superior, mas com duração máxima de dois anos).
Em 1998 o Cefet vai oferecer apenas educação profissional básica. Os níveis técnico e tecnológico serão implantados em 1999. Estamos criando novas opções para a formação superior, através de cursos mais curtos, que permitirão formar mais gente, disse o diretor geral do Cefet, Paulo Alessio.
Os alunos matriculados até este ano nos cursos técnicos seguirão os currículos atuais até o final dos cursos. O atual sistema será extinto progressivamente, até o ano 2002, quando o Cefet espera ter aumentado em 50% a atual oferta de vagas.


