O mercado de equipamentos médicos deve receber dentro de pouco tempo um novo aparelho capaz de medir a quantidade de luz aplicada a recém-nascidos que precisam de fototerapia para ficar livres de icterícia, síndrome conhecida como ‘‘amarelão’’. O aparelho evita que sejam aplicadas doses menores que a necessária para vencer a doença, cuja evolução pode afetar o sistema nervoso central. O protótipo do aparelho foi desenvolvido no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) e entregue ontem a uma empresa de São José dos Pinhais, que pretende fabricar e vender a novidade.
A icterícia aparece em crianças que nascem com alta concentração de bilirrubina, um pigmento que se deposita na pele e mucosas, causando a aparência amarelada. Os banhos de luz servem para degradar as moléculas de bilirrubina, que passa a ser eliminada pele urina e fezes.
O aparelho desenvolvido no Cefet é um radiômetro analógico que, através de um sensor fotoelétrico, mede a quantidade de luz azul emitida pelas lâmpadas. A luz azul é filtrada e a radiação atinge uma fotocélula que aciona um ponteiro através do qual o operador pode saber se a quantidade de luz está adequada.
O protótipo foi montado pelo estudante Frederico Meira da Silva, do 4º ano de Engenharia Industrial Elétrica, sob a orientação do professor Éden Januário Neto. O professor diz que hoje existe apenas um equipamento desse tipo no mercado brasileiro, acionado por bateria e custando em torno de R$ 1,2 mil. O diretor industrial da KSS (empresa que vai produzir o novo equipamento), Nelson Alexandre Klaesius, disse que ele deverá chegar ao mercado dentro de três ou quatro meses, custando cerca de R$ 500,00.

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