Cefet de Ponta
Grossa adere à
greve universitária
Giovani Ferreira
A unidade de ensino do Cefet em Ponta Grossa resolveu aderir à greve dos professores e funcinários técnico-administrativos das insituições federais. Apesar de contemplar apenas o segundo grau técnico, com os cursos de Mecânica, Eletrônica e Alimentos, o Cefet de Ponta Grossa está na lista do governo como uma das 52 instituições de ensino superior do País.
Desde ontem, os 1.700 alunos da unidade estão sem aulas. Quem já estava esperando a greve nem apareceu, mas aqueles que foram para o colégio voltaram para casa com a orientação de que as aulas foram paralisadas por tempo indeterminado. A decisão de entrar em greve saiu de uma assembléia realizada no final da tarde de segunda-feira.
O Cefet de Ponta Grossa possui 120 professores e 80 funcionários. Na tarde de ontem, João Luiz Kovaleski, diretor da unidade, calculou que 70% de todo o quadro de servidores teria aderido à greve. ‘‘A tendência é a adesão de 100%’’, disse Kovaleski, afirmando que nem todos entraram em greve ontem porque já haviam marcado provas e entrega de trabalhos.
Uma das situações que causou indignação entre professores e funcionários, fato que também teria colaborado para a decisão pela greve, foi que o governo não cortou o salário de todo o quadro. De acordo com Kovaleski, os professores inativos, os contratados por tempo determinado e os servidores que possuem cargo em chefia, que somam 67 funcionários, receberam normalmente seus salários em maio.
Entre as principais reivindicações dos grevistas está a reposição salarial de 48,67%, que representaria a repasse da inflação de três anos e meio que eles estariam sem reajuste. As unidades do Cefet em Pato Branco, Medianeira e Curitiba também estão em greve. Sobre a situação em Campo Mourão, Kovaleski não soube informar, já que aquela unidade vive um problema diferente, uma vez que se encontra em fase de implantação.

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