Os 48 funcionários do setor administrativo do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Campo Mourão fizeram ontem um dia de paralisação. Eles passaram o dia todo em frente ao portão do estabelecimento. O grupo cobra reajuste salarial e uma definição do quadro funcional que trabalha para um órgão federal mas recebe da prefeitura. Além disso, o contrato deles venceu em janeiro e ainda não foi renovado.
Os funcionários do órgão já tinham cruzado os braços na semana passada, por meio expediente. Na semana que vem, caso não seja definida a situação do grupo, eles prometem iniciar uma grave por prazo indeterminado. O Cefet está em férias, mas as aulas começam na próxima semana.
A telefonista Marcela Cieslak, que trabalha no Cefet desde que a escola começou a funcionar em Campo Mourão, em abril de 1995, ganha hoje os mesmos R$ 360,00 que recebia quando foi contratada.
O gerente de orçamento e gestão do Cefet, Edemílson Luiz Siqueira, disse ontem que o prefeito Tauillo Tezelli (PPS) deve se reunir hoje com os funcionários.
A prefeitura alega que não repassa ao Cefet os reajustes que dá aos servidores municipais porque eles não são funcionários do município. Um convênio firmado em 1995 previa que o pagamento dos empregados do setor administrativo seria feito pelo governo do Estado. A prefeitura afirma que os repasses do Estado estão atrasados e que ela vem pagando sozinha os funcionários da instituição, numa dívida que hoje é de cerca de R$ 1 milhão.

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