O Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR) faz amanhã e quinta-feira, a primeira coleta de uma campanha de doação de sangue entre seus servidores e alunos. A coleta, prevista para acontecer nas unidades do Cefet em Curitiba, Medianeira, Pato Branco, Campo Mourão e Ponta Grossa, faz parte do Programa Institucional de Doação de Sangue criado pela escola, através de acordo firmado com o Hemepar.
A partir de 97, o Cefet pretende fazer duas coletas anuais entre alunos e funcionários. Quem se cadastrar no programa receberá em troca a garantia de atendimento preferencial no caso de precisar de transfusão de sangue para si ou para parentes. Até ontem, apenas cem servidores e 20 alunos do Cefet da capital haviam se cadastrado para participar do projeto. Em todo o Paraná, a escola tem cerca de 1.800 servidores e 15 mil alunos. Em Curitiba, apenas os dois mil alunos dos cursos de engenharia são aptos à doar sangue, já que os estudantes de 2º grau da escola são menores de idade.
Segundo Anelise Dzieciol, assistente social do Cefet, o objetivo da campanha é atender a demanda por sangue entre os servidores e alunos da escola. ‘‘Nós éramos procurados frequentemente para doação de sangue’’, contou. Pelo acordo, o Hemepar fará o trabalho de coleta.
Os programas de doação entre empresas e instituições como Philip Morris, Brasolânda, Copel, Telepar, Sanepar e agora Cefet vêm ajudando a reduzir a carência por sangue no Estado. Metade dos 2.400 doadores que o Hemepar consegue mensalmente, acaba tendo a doação não aproveitada por inaptidão clínica ou sorológica. Cerca de 30% dos doadores são reprovados na triagem por terem algum tipo de impedimento como consumo recente de álcool, medicamentos, uso de drogas ou pertencerem a grupos de risco.
Além disso, cerca de 20% do sangue coletado não pode ser usado por apresentar algum tipo de alteração nos exames feitos para identificar doenças como hepatite B e C, sífilis, Chagas, ou contaminação com vírus como HIV e HTLV II. O Hemepar precisaria de 2.500 bolsas de sangue por mês para atender a demanda dos hospitais públicos e manter um estoque de segurança.‘‘Os programas de doação entre empresas disponibilizam o chamado doador de repetição, que sempre volta a doar e é uma garantia para o sistema’’, explica Luciane Schaff, do Hemepar.

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