Cefet ajuda a combater poluição
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quarta-feira, 17 de julho de 2002
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Campo Mourão - A Cooperativa Mista Agropecuária do Brasil (Coopermibra) e a Algodoeira Limoeirense (Algolim) assinaram um convênio com a Fundação Cefet para tentar solucionar o problema da poluição gerada por uma indústria de óleo de caroço de algodão localizada bem no meio do jardim Lar Paraná, o maior bairro de Campo Mourão. A indústria chegou a ficar desativada por cerca de oito anos devido à poluição ambiental.
''Corrigimos 90% daqueles problemas, mas os outros 10% ainda podem incomodar alguém. É isso que pretendemos corrigir'', disse o vice-presidente da Coopermibra, Valdomiro Bognar. Pelo convênio, professores e alunos do curso de tecnologia em meio ambiente do Cefet de Campo Mourão vão fazer uma auditoria ambiental e preparar um plano de trabalho para tentar acabar com a poluição. O convênio vai durar 15 meses.
Segundo Bognar, a cooperativa aproveitou o período de entressafra e investiu cerca de R$ 500 mil em novos equipamentos para conter a poluição. Agora, os estagiários do Cefet vão fazer medições e preparar relatórios semanais sobre a situação ambiental da indústria.
A fábrica pertence à Algolim e foi arrendada à Coopermibra.
O problema que já levou a indústria a ser interditada pelo Ministério Público é um pó de algodão que se espalha pela vizinhança. Com as readequações já feitas na empresa, esse pó não é mais jogado para alto. Ele passa por filtros, por um canal de água e, ao invés do alto, vai para baixo, não atingindo as casas vizinhas. Apesar dos investimentos, a indústria ainda não tem a licença do IAP e funciona com uma autorização provisória.


