CEF pode suspender despejos no Paraná
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quarta-feira, 16 de abril de 1997
Elisa Marilia Sucursal de Curitiba 
Os mutuários inadimplentes da Caixa Econômica Federal (CEF) poderão ter suas dívidas recalculadas. Numa reunião ontem, em Curitiba, entre o superintendente da CEF no Paraná, Aparecido Rolim, uma comissão de deputados estaduais e superintendentes regionais ficou acertado que seriam suspensos os despejos em todo o Estado por 30 dias.
De acordo com o deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), a suspensão é temporária, de 30 a 40 dias, para que haja tempo de ser realizada uma revisão nos valores dos contratos. Em todo o Paraná, a CEF considera conjunto habitacional-problema cerca de 130 condomínios. A grande parte se concentra nos municípios do Norte.
O superintendente de negócios do escritório da CEF em Maringá Lauri Ely, discorda do deputado Romanelli sobre a conclusão da reunião de ontem. Não é bem assim. Ainda estamos estudando o problema, não fechamos um compromisso de suspender os despejos. Há necessidade de definir em que situações os despejos podem realmente ser suspensos. Alguns casos são inevitáveis, como os que já tiveram decisão final da Justiça, esclarece. Segundo ele, uma outra reunião deverá acontecer amanhã em Curitiba.
De acordo com deputado existe hoje uma ameaça de mais um grave problema social. Os apartamentos leiloados chegam a pegar metade do valor da dívida. O valor médio das prestações é de R$ 300,00 e impagável para a maioria dos mutuários, afirmou.
Na explicação da advogada Marillac Amorin, da União Municipal por Moradia Popular de Maringá, O que está sendo cobrado é criminoso. A ameaça de despejo está causando pânico em algumas famílias que chegam a abandonar os imóveis. A instabilidade social é um problema muito sério que precisa ser levado em conta pela CEF, alerta.


