CEF pagou prêmio no Sudoeste
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sexta-feira, 13 de março de 1998
Sandra Mara Mendes Especial para a Folha 
A Caixa Econômica Federal pagou o prêmio de R$ 696.074,24 ao portador do bilhete do concurso 103 da Mega Sena. O suposto ganhador seria Aristides Witczak, de 75 anos, de Coronel Vivida (30 quilômetros ao norte de Pato Branco). Ele alega que perdeu o comprovante logo após conferir o resultado numa casa lotérica. O advogado do idoso vai entrar com um pedido judicial de quebra de sigilo bancário para descobrir quem recebeu o prêmio.
O superintendente do escritório regional de negócios da CEF de Cascavel, Pedro Daniel Rudolf, disse que o prêmio foi pago na agência de Pato Branco, dois dias úteis após o resultado do concurso. O ganhador pediu sigilo de identidade e local. Como é bilhete ao portador não há nenhuma ação ilegal da Caixa Econômica Federal em pagar o prêmio, ressaltou Rudolf.
Segundo Aristides Witczak, há várias testemunhas de que é o ganhador. Um dia após o concurso ele foi conferir o cartão na lotérica, onde constatou que os números 01, 07, 09, 49, 54 e 57 coincidiram com os de seu bilhete. Aristides garante que mostrou o comprovante para a funcionária Jussara Crinowisc que, ao conferir, teria declarado que ele era o único acertador no Brasil. Para fugir da aglomeração que se formou à sua volta, ele saiu apressado da lotérica e foi para casa. Quando chegou, estava sem o bilhete.
Esta semana ele procurou auxílio na delegacia, com advogado, para tentar receber o prêmio. Como o prêmio foi pago, o advogado Darci Galvan pedirá a quebra do sigilo bancário. Vamos ouvir as testemunhas para ter convicção de que Aristides Witczak é o ganhador.
O delegado Sebastião Gaspar acredita que quem recebeu o prêmio pode ser uma das pessoas que estavam na lotérica. A caixa da lotérica, Jussara Crinowisc declarou à Folha que o bilhete premiado foi vendido em Coronel Vivida e que não conferiu o cartão de Aristides. O delegado disse que a funcionária entrou em contradição, pois por telefone ela confirmou que havia conferido e no depoimento na delegacia disse que não.


