A Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa) de Londrina vai receber R$ 140 mil do Ministério do Desenvolvimento Social para melhorar a estrutura do Banco de Alimentos - Ceasa Amiga, um programa que reaproveita as sobras de alimentos através de doações para entidades assistenciais. Com o dinheiro, a Ceasa vai poder adquirir equipamentos para ajudar a conservar e processar esses alimentos. ''A idéia é montar uma cozinha industrial para a manipulação e o processamento desses alimentos, podendo inclusive fazer conservas e compotas'', explica Ismael Batista da Fonseca, gerente da Ceasa Londrina.
No local, o gerente também planeja realizar cursos de manipulação e reaproveitamento de alimentos, não só para as entidades beneficiadas, mas também para a comunidade em geral. A previsão é de que o repasse seja feito em novembro e, após aberta a licitação, em cerca de 60 dias sejam comprados os equipamentos.
Depois de passar cerca de um ano e meio parado, o Banco de Alimentos voltou a funcionar no dia 10 de setembro e, até o dia 29, repassou 23.500 quilos de legumes, verduras e frutas para as 30 entidades cadastradas. Os produtos são doados pelos atacadistas e produtores rurais. ''São produtos que estão fora do padrão comercial, mas têm total condição de uso, como uma banana ou um tomate mais maduro, uma laranja murcha ou uma maçã machucada'', exemplifica Fonseca, acrescentando que ''graças à ação solidária dos boxistas e produtores rurais é que podemos desenvolver esse trabalho de cunho social''.
Segundo Fonseca, hoje, o projeto atinge cerca de 15 mil pessoas. Com os recursos do governo, ele pretende dobrar o número de entidades atendidas, atingindo, além de Londrina, outros 25 municípios da região. ''Queremos trabalhar para que esses alimentos cheguem na mesa de quem realmente necessita'', afirma, acrescentando que, para tanto, pretende fazer parcerias com o programa Mesa Brasil do Sesc e a Universidade Estadual de Londrina. ''As ONGs, órgãos governamentais, parceiros e entidades poderão discutir idéias e atuar como fiscalizadores do programa'', complementa.
O gerente calcula que a Ceasa comercialize hoje cerca de 14 mil toneladas de alimentos por mês. Destas, as sobras representam cerca de 1%, ou seja, 140 toneladas. Cerca de 30 toneladas devem ser repassadas por mês às entidades enquanto o projeto não for ampliado. ''A previsão é aumentar para 90 toneladas por mês'', afirma. A Ceasa tem hoje 71 empresas instaladas nos boxes, e recebe diariamente outros 350 produtores.

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