Instalação em Londrina de uma ouvidoria e de uma promotoria especializadas no recebimendo de reclamações e no encaminhamento das soluções para os problemas dos policiais militares (PMs). Esta será uma das reivindicações do Centro dos Direitos Humanos (CDH), que na manhã de ontem promoveu reunião para analisar as denúncia feitas por PMs na série de reportagens publicada pela Folha no mês passado.
A coordenadora da comisão de Justiça e Segurança do CDH londrinense, advogada Regiane de Oliveira Andreola, comentou que em São Paulo funciona uma ouvidoria específica para tratar dos problemas que afetam o cotidiano dos policiais militares e civis naquela capital. ‘‘Já mantivemos contato e aguardamos documentos que demonstrem como é o funcionamento e quais são os resultados desta ouvidoria’’, explicou, ressaltando que em curitiba já existe uma promotoria especializada no atendimento aos policiais.
‘‘Londrina, pelo seu tamanho e importância, é uma cidade que comporta a instalação destes órgãos. Em breve vamos encaminhar estas reivindicações de maneira oficial ao governo e poder Judiciário do Estado’’, adiantou Regiane Andreola, lembrando que os fatos denunciados pelas reportagens da Folha comprovaram as más condições de trabalho dos policiais. ‘‘Estamos preocupados com esta realidade, porque sabemos que os baixos salários, as arbitrariedades e o estresse impostos aos PMs têm reflexo no dia-a-dia da comunidade, através de desmandos reproduzidos contra a população.’’
A advogada afirmou que este assunto vem sendo debatido pelo CDH há algum tempo e que as reportagens da Folha comprovaram – ‘‘de maneira inequívoca e contundente’’ – a existência de arbitrariedades e todo tipo de pressão na fechada corporação da PM parananense. ‘‘Além de reivindicar a instalação de novos órgãos que possam servir de interlocutor aos policiais, estamos colocando também à disposição deles o CDH. Estamos abertos a receber denúncias, reclamações e a lutar pelas soluções dos problemas do policiais, como temos feito com as questões de todos os segmentos da sociedade civil’’, enfatizou