O juiz corregedor de presídios de Londrina Roberto do Valle, confirmou ontem a permuta de quatro presos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), para a Penitenciária Estadual de Maringá. Segundo Valle, a transferência aconteceu no último dia 20, depois que os agentes penitenciários encontraram 11 estoques nas celas. As armas poderiam, ainda segundo o juiz, ser usadas em caso de rebelião. Valle disse que os quatro presos permutados seriam os coordenadores da fabricação dos estoques.
Conforme declarações do juiz, não existe nada de oficial sobre a denúncia de espancamento de internos. ‘‘O que me foi passado (pela direção da PEL) é que os agentes constataram plano de motim. A tropa de choque foi acionada para dar cobertura à revista’’, disse. Um pedido de exames de lesões corporais nos presos foi protocolado ontem pelo advogado Jorge Custódio Ferreira, do Centro de Direitos Humanos de Londrina.
Em Maringá, o advogado da Comissão de Direitos Humanos da OAB Matheus Felipe de Castro, esteve na penitenciária e conversou com os presos Genivaldo Barbosa de Lima e Emerson Barbosa de Lima. Os irmãos mostraram hematomas pelo corpo, causados, segundo os presos, por socos e pontapés. O advogado não viu os outros dois presos, mas confirmou que eles estão em Maringá. ‘‘Amanhã (hoje) vou novamente à prisão e pretendo solicitar o prontuário médico’’, assegurou Castro.

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