CDH-Ld não pode agir diretamente
Segundo o advogado Jorge Custódio Ferreira, coordenador do CDH-Ld, existem três hipóteses para o desaparecimento de Paulo Rogério: suicídio, homicídio e prisão. A família não acredita em suicídio como foi levantada a hipótese no boletim de ocorrência, registrado por um cunhado do Paulo Rogério. No B.O, disseram que viram um rapaz parecido saltando pela ponte. Mas o corpo nunca apareceu, explicou. Se o caso fosse de homicídio, segundo ele, também deveria haver um corpo. A hipótese mais provável é que ele esteja preso em alguma prisão paraguaia sem documentos. Eu mesmo visitei algumas e me deparei com vários brasileiros presos cujas famílias nem sabiam do fato, explicou.
Segundo Custódio, por causa da localização, o órgão não vai poder agir diretamente no caso. Mas já acionou a Comissão de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Justiça e o CDH de Foz de Iguaçu para atuarem mais diretamente. Além disso vamos estar dando toda a assessoria necessária à família, explicou.
O coordenador do CDH de Foz, o médico José Elias Aiex Neto, disse, no mês passado, que teriam designado uma pessoa para investigar o desaparecimento de Paulo Rogério. Ele informou que a única comprovação feita até agora é de que não foi o vendedor de frutas quem teria se atirado da ponte.
A coordenadora do programa Eu quero meus pais, desenvolvido pela Ouvidoria Geral do Estado, Carmem Pareja, já conversou com a família do vendedor. Segundo ela, as informações são complicadas e o caso exige uma cuidadosa investigação, avaliou. (Colaborou Célia Guerra)





