O Centro de Direitos Humanos (CDH) de Londrina e o 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) pretendem realizar em breve, em conjunto com outras entidades representativas da sociedade, um seminário para debater a necessidade da implantação de uma ouvidoria independente que receba e analise as denúncias sobre as condições de trabalho e comportamento dos policiais militares (PMs) na prestação de serviços à comunidade.
Este foi o resultado da audiência que três diretores da Comissão de Justiça do CDH tiveram, na tarde de ontem, com o comandante do 5º BPM, tenente-coronel Robenson Máximo Fim. Os diretores foram levar ao comandante a preocupação que vem se acumulando nos últimos meses, com o aumento de denúncias anônimas dando conta dos baixos salários, más condições de trabalho e estresse dos PMs.
O comandante do 5º BPM admitiu que o estresse pode acometer seus subordinados, argumentando que esta doença faz parte da vida moderna e que a PM realiza uma atividade de grande responsabilidade e risco. Máximo Fim não aceitou, no entanto, discutir a questão salarial. ‘‘Estou impedido de fazer isto. Mas também não aceitamos ver a imagem da PM ser comprometida por denúncias anônimas. Se os problemas existem, eles devem ser atacados com clareza para serem resolvidos’’, afirmou.
Máximo Fim disse concordar com o funcionamento de uma ouvidoria para a PM, desde que ela seja implantada pelo alto comando estadual. ‘‘Pessoalmente, eu concordaria com a proposta. Mas temos que discutir o projeto e submetê-lo à aprovação do alto comando. O caminho é realizarmos um seminário para discutir todas estas idéias.’’
Os membros do CDH concordaram com a realização do seminário, a ser planejado em conjunto com a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Universidade Estadual de Londrina (UEL), o Conselho Comunitário de Segurança e outros órgãos e entidades. Não ficou estabelecida uma data para a realização do evento.

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