CDH cobra agilidade no caso Maikon
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de maio de 2002
Emerson DiasReportagem Local 
O Centro de Direitos Humanos (CDH) de Londrina quer saber por que o vendedor Maikon Júnior de Souza, 22 anos, continua preso na Casa de Custódia de Londrina, mesmo depois das testemunhas de acusação terem admitido que houve confusão no reconhecimento. O coordenador do CDH, Gelson Gil, esteve ontem na Promotoria da 5ª Vara Criminal, onde o caso está sendo analisado pelo promotor Roberto Tonon.
Maikon, que já havia sido condenado a seis anos e dois meses por roubo em 1999, estava em liberdade condicional, quando foi detido no dia 6 de fevereiro deste, acusado de assaltar um bingo na área central. Ele foi erroneamente reconhecido por dois funcionários do bingo. No dia 12 de abril, a polícia prendeu o autor do assalto. As testemunhas confirmaram o engano e Maikon foi absolvido da acusação.
O problema, segundo Tonon, estaria em duas novas acusações: outro suposto assalto e uma tentativa de favorecimento a um preso. Respeitamos as decisões da Justiça, mas queremos que a situação seja definida rapidamente. Se for inocente, Maikon não pode continuar preso, disse Gil.
Tonon informou que está avaliando o caso e que deveria emitir a alegação final ainda ontem. Mesmo assim, o documento deve ser analisado somente na segunda-feira pelo juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, que já assinou o alvará de soltura relativo ao caso do bingo.


