O representante comercial Antônio da Silva, de 51 anos, procurou ontem o Centro de Direitos Humanos (CDH) de Londrina e solicitou apoio para tentar solucionar o caso do filho, João Rodrigo da Silva, de 23 anos, que está preso há oito meses na cidade de Mineiros, no interior de Goiás. O pai se diz revoltado porque, segundo ele, João Rodrigo não tem nenhuma passagem pela polícia e está sendo acusado injustamente de tentativa de sequestro e homicídio.
De acordo com Antônio da Silva, o filho foi trabalhar em Mineiros (GO), como professor de dança no Centro de Tradições Gaúchas (CTG), há cerca de dois anos. Lá ele se envolveu e foi morar com uma mulher, Rivalina. Silva conta que a mulher foi amante de um fazendeiro local, conhecido como ‘‘Coronel Babão’’.
João Rodrigo foi preso porque brigou com um filho do ‘‘Coronel Babão’’. Antônio da Silva não soube informar o nome do rapaz que brigou com seu filho, que tinha 17 anos e era aluno dele no CTG. Segundo João Rodrigo contou para o pai, a briga aconteceu por causa da mulher. ‘‘Parece que a briga foi feia, pois meu filho ficou bem machucado’’, informou.
Depois da briga, João Rodrigo viajou e procurou a mãe em Passo Fundo (RS). Lá, ele contratou um advogado e se apresentou na delegacia, dois dias depois. ‘‘Ele entrou na delegacia às 9h30 e na mesma hora foi preso. Às 14 horas um avião particular, fretado pelo fazendeiro de Goiás, o levou de volta a Mineiros. O que seria somente um caso de lesão corporal se transformou em tentativa de homicídio e sequestro’’, afirmou Antônio da Silva.
O representate comercial disse que já gastou mais de R$ 8 mil com advogados para tentar libertar o filho, mas não obteve êxito, na opinião dele, porque o coronel teria muita influência na região de Mineiros, a 300 km de Goiânia.
O diretor do CDH, advogado Jorge Custódio, explicou que eticamente não pode atravessar a defesa de João Rodrigo em Goiás, porque ele já tem um advogado contratado. ‘‘Vamos manter contato com este advogado e com a Delegacia de Polícia de Mineiros, para obter cópia do processo e entendê-lo melhor. Temos que saber exatamente qual é a acusação contra ele, porque ainda não houve o julgamento, em que circunstâncias ele está preso’’, disse Custódio. Ele adiantou ainda que pedirá apoio para a família de João Rodrigo junto ao Movimento Nacional de Direitos Humanos, com sede em Brasília.

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