CDH apura denúncia de agressão contra detento
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quarta-feira, 04 de dezembro de 2002
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
Integrantes do Centro de Direitos Humanos (CDH) estiveram ontem na Casa de Custódia de Londrina para averiguar uma denúncia de maus tratos feita por Maria Luiz, mãe do detento Franklin da Silva Cunha, 20 anos. Segundo ela, durante visita no último sábado, Cunha teria reclamado que apanhou injustamente e estava com hematomas pelo corpo. ''O interesse nosso é esclarecer se houve este problema e descobrir o responsável'', declarou o coordenador do CDH, Gelson Gil, que esteve acompanhado do pastor Carlos Xavier e Silvana Paula Santos.
Cunha, acusado de tentativa de homicídio, afirmou que apanhou sem motivo. ''Eles disseram que havia bagunça na galeria, tiraram a gente para fora e bateram'', disse. Segundo informações de Cunha, outros quatro detentos também teriam sido agredidos. Cunha disse ainda que as agressões acontecem com certa frequência.
Não há informações sobre quais seriam os agentes de disciplina que teriam aplicado os socos nos internos. ''Não dá para saber porque a gente fica de cabeça baixa e voltado para parede'', explicou Cunha. Gil informou que ouviria todos os detentos para confrontar as declarações e depois encaminharia pedido à Vara de Execuções Penais (VEP) para apuração. O que vai dificultar o trabalho é que o detento não tinha mais as marcas dos socos. ''Isso prejudica um pouco porque fica somente a afirmação dele.''
O coordenador do CDH disse ainda que as denúncias não são tão comuns porque as pessoas temem represálias. ''Quando chega uma reclamação nós averiguamos. Sempre tem alguma evidência, com maior ou menor grau de agressão'', salientou. O diretor da Casa de Custódia, Major Edson Marcos Tomaz, informou que não recebeu nenhuma reclamação sobre maus-tratos. ''Assim que receber a denúncia vou encaminhá-la para abertura de inquérito policial.''


