CCZ ainda não saiu do papel
A advogada Nilza Aparecida Sacoman Baumann de Lima, voluntária da SOS Vida Animal, critica a demora do município em colocar em vigor as regras determinadas pelo Código de Posturas. ''Se o município cumprisse, seria bom. É um avanço, mas precisa melhorar muito'', ressalta. Entre os pontos mais emergenciais ela destaca a regularização dos criadores e pet shops, a educação da comunidade, campanhas de castração e vacinação.
''Os animais abandonados são um problema de saúde pública, pela Constituição todo animal é tutelado pelo Estado e o Governo Federal estabelece que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) é obrigatório. Mas sabemos que é a longo prazo, vamos precisar de pelo menos dez anos para ter resultados. A SOS realiza algumas ações, mas se recolhemos um animal, no outro dia aparecem cinco. Por isso é necessário a conscientização das pessoas.''
O secretário do Meio Ambiente, Gilmar Domingues Pereira, explica que está sendo estudado um novo local para instalação do CCZ. ''Devemos fazer no Aterro do Limoeiro. A CMTU já nos encaminhou o laudo, que estamos estudando e depois devemos submeter à avaliação do Instituto Ambiental do Paraná e à Promotoria do Meio Ambiente.''
De acordo com ele, as instalações na antiga Fazenda Refúgio, que foram consideradas inadequadas para abrigar o CCZ deverão ser a sede do Centro de Triagem de Animais Silvestres, gerenciado pelo Ibama.
Para os animais de grande porte, a promessa é que em 30 dias seja publicado o edital para contratar a empresa responsável pelo recolhimento dos animais. ''Também estamos discutindo um programa para castração nos bairros. Para a educação da comunidade, também planejamos convênios com os cursos de educação ambiental. Para a fiscalização, temos apenas sete pessoas, o que acaba dificultando, mas estamos fazendo o possível.''
Serviço: Para denúncias de maus-tratos o telefone é (43) 3372-4757, das 12hs às 18hs. Nos feriados e finais de semana é necessário ligar para a Guarda Municipal, no 153.





