Londrina continua sem carceragem para abrigar presos temporários mas a situação foi aliviada ontem pela Casa de Custódia de Londrina (CCL). Mesmo assim, apenas à tarde, a Polícia Civil conseguiu encaminhar dois suspeitos de latrocínio presos anteontem de manhã para a unidade. Ambos foram transferidos após terem passado a noite na carceragem da Polícia Federal, depois de um dia inteiro na 10 Subdivisão Policial (SDP). Sete novas vagas também foram abertas no complexo mas estarão disponíveis apenas na segunda-feira e, portanto, em tese, não serão usadas no final de semana, quando o número de ocorrências aumenta e a média de prisões é de 15 pessoas.
A carceragem do 2º DP foi interditada na quarta-feira pelo juiz da Vara de Excuções Penais, Roberto Ferreira do Valle. O local, que vem mantendo problemas frequentes de superlotação, tem capacidade para 64 presos. No dia da interdição, abrigava 206 homens. Ontem, 202 presos ainda estavam na carceragem.
O delegado-chefe da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André, admitiu que as vagas são insuficientes para o número de ocorrências normais do final de semana. ''Não vai dar, estamos com déficit, mas vamos administrar os problemas conforme eles forem surgindo'', declarou. O delegado também negou ontem a possibilidade de reativar a cadeia do distrito da Warta (zona norte), alternativa ventilada anteontem.
Segundo o delegado, a distância e a pequena capacidade do local, para oito presos, inviabiliza a transferência. ''Não pretendo usar a Warta tão cedo, é muito distante da cidade, o que dificulta a remoção de presos, efetivo, transporte de comida, além do gasto de combustível'', comentou, sem, no entanto, descartar totalmente a solução.
As vagas da CCL só estarão disponíveis na segunda-feira por causa das visitas do complexo, que acontecem hoje e amanhã. ''Como o fluxo de visitantes é muito grande, a remoção não é aconselhável, mas se surgirem casos de emergência vamos desenvolver um esquema especial'', afirmou ontem o diretor da CCL, major Edison Tomaz. Os casos especiais seriam presos considerados de alta periculosidade, como suspeitos de homicídio e latrocínio.
Segundo Tomaz, novas vagas devem surgir na próxima semana. Sete detentos, com penas de regime semi-aberto serão transferidos para a Colônia Penal Agrícola, na capital. A CCL tem, ainda, 50 detentos com penas já decretadas que aguardam transferência para Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) mas não há previsão da remoção.
Em meio aos problemas decorrentes da interdição, o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, confirmou, através de sua assessoria de imprensa, para o próximo dia 3 a visita à Londrina. Ele deve apresentar o plano de segurança elaborado pela secretaria.
A visita foi agendada inicialmente para agosto, quando foi adiada pelo afastamento de Delazari da pasta. Bastante pressionado pela Comissão de Segurança de Londrina, coordenada pela Câmara de Vereadores, na época ele se comprometeu, em entrevista a uma rádio, a remarcar o encontro para até o dia 15 de setembro.

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