Mauro FrassonO aterro da Caximba é operado de acordo com normas internacionaisO aterro da Caximba está operando além de sua capacidade. Criado para receber o lixo de Curitiba e de outros 12 municípios da Região Metropolitana, o aterro tem vida útil estimada em mais três anos. Diariamente, o complexo localizado a 23 quilômetros do centro da capital, chega a receber 2,2 mil toneladas por dia de detritos. São 1.400 toneladas a mais que o previsto no projeto inicial. Desde 1989, quando entrou em operação, o aterro sanitário já recebeu cerca de 3 milhões e 400 mil toneladas de lixo.
Pesquisa da Prefeitura de Curitiba revela que o aterro da Caximba passou por um planejamento para evitar a degradação do meio-ambiente. Com o título ‘‘A Batalha da Limpeza Pública’’, o trabalho destaca que, antes de entrar em operação, o aterro passou por um processo de impermeabilização (compactação de argila no fundo e colocação de mantas de plástico) e de retirada de nascentes ou minas de água que foram canalizadas para um pequeno riacho, afluente do Iguaçu.
Para proteger os moradores que vivem no bairro Caximba, o aterro tem um cinturão verde de 50 metros de largura, revestido de mata nativa da região. A finalidade do cinturão evita que os residentes do bairro tenham problemas com o mau-cheiro e a proliferação de moscas e outros animais.
Citado na pesquisa da Prefeitura, o secretário do Meio Ambiente, Sérgio Tocchio, diz que Curitiba é uma das poucas cidades do País a dispor de um aterro ‘‘moderno, projetado, construído e operado de acordo com as normas internacionais de destinação final do lixo’’ e com acompanhamento permanente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). ‘‘Felizmente ali não se criam ratos, devido à grande população de gaviões, urubus e outras aves de rapina’’, diz o engenheiro responsável pela administração do aterro, Luiz Celso Coelho da Silva. (D.V.)

mockup