Cavo mantém transporte inseguro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de maio de 1997
Dary Júnior 
Da Sucursal
Albari Rosa/Folha de LondrinaTransporte de funcionários na carroceria de caminhões continuou após denúncia da Folha, feita há três mesesFalta de segurança no transporte da empresa para o local de serviço. O problema é comum para aproximadamente 250 funcionários da Cavo, empresa responsável pela limpeza pública de Curitiba. Três meses depois de o transporte irregular ser denunciado pela Folha, jardineiros ainda são transportados na carroceria descoberta de caminhões. A justificativa da empresa também não mudou. Estamos estudando alternativas economicamente viáveis, diz o gerente Celso Braga.
O flagrante registrado pelo repórter fotográfico Albari Rosa no último sábado é a prova de que a situação permaneceu inalterada desde a denúncia. A foto mostra os funcionários agrupados na carroceria descoberta de um caminhão, próximo a uma garagem da empresa, no bairro Rebouças. O Sindicato dos Empregados nas Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco) já havia cobrado providências em relação ao transporte dos jardineiros.
Precisamos nos adaptar à escala de serviço da prefeitura. Isso leva tempo, explica Braga, que não vê demora na solução do problema. Segundo o vice-presidente do Siemaco, João Jerônimo Filho, a Lipatel, empresa que cuidava da limpeza pública antes da Cavo, utilizava ônibus para transportar seus funcionários. Ele considera o atual transporte arriscado para os jardineiros.
Braga promete buscar uma solução para a falta de segurança o mais rápido possível. Ele pretende acertar a escala de serviço com a equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Temos 1,8 mil pessoas trabalhando durante 24 horas dia. Não é fácil organizar tudo isso, diz.


