Edson GuittiPrejuízoA multa para retirar o animal que fica retido num terreno da prefeitura varia de R$ 5 a R$ 100, dependendo do tempo que o cavalo ficou retido.A Prefeitura de Sarandi (a 7 quilômetros de Maringá) já apreendeu 20 dos cerca de 200 cavalos que andam soltos pelas zonas rural e urbana, estragando colheitas e dando prejuízos aos agricultores. Para retirar os animais, que ficam recolhidos em terreno da prefeitura, o proprietário deve pagar multa que varia de R$ 5,00 a R$ 100,00, dependendo do número de dias que o animal ficou apreendido. Quinze criadores já pagaram as multas e retiraram seus animais.
O problema é antigo, mas só agora a prefeitura decidiu recolher os cavalos soltos. Há 30 dias, 200 agricultores e criadores de cavalos reuniram-se na Câmara Municipal com técnicos da prefeitura para resolver o problema. Ficou decidido que a apreensão começaria a ser feita a partir do último sábado.
Com base em reclamações recebidas por telefone e operações de fiscalização diárias no centro, periferia e nos sítios vizinhos a Sarandi, os funcionários da prefeitura recolheram 20 animais até a manhã de ontem. Os cavalos soltos são laçados por três peões. Um deles, Mílton Maurício, 37 anos, diz que já recebeu até ameaças de morte dos donos dos cavalos.
Os agricultores da região são os mais prejudicados. Os irmãos José Aparecido, 48 anos, e Aníbal Antônio Tonão, 50 anos, têm dois sítios de 10 alqueires cada um na periferia do município. Este ano eles já tiveram um prejuízo de R$ 7 mil por causa dos cavalos que invadiram suas colheitas.
‘‘Uns dez cavalos invadiram meus três alqueires plantados de soja. Das 360 sacas que poderia recolher, vou ter apenas 200 sacas, se tiver’’, diz José Aparecido. Ele afirma ainda que perdeu uma lavoura de quatro alqueires de trigo (400 sacas). Os animais também comeram cinco mil quilos de aveia da propriedade.
‘‘Os donos mantêm os animais apenas para comercialização e soltam eles de propósito nas colheitas para não ter que gastar com ração’’, acusa Aníbal. Ele afirma que o problema apareceu nos últimos quatro anos. ‘‘Fomos ao prefeito, à Emater, aos vereaadores, mas ninguém sabia como resolver. Agora, parece que tudo foi resolvido, mas tem que manter essa fiscalização sempre, senão, daqui a pouco, começa tudo de novo’’. A fiscalização não tem prazo para terminar.

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