Cerca de 500 cavaleiros, entre jovens, adultos e crianças, percorreram ontem oito quilômetros entre o aterro do Lago Igapó 3 e uma chácara em frente ao Parque Ney Braga, na Zona Oeste de Londrina. A cavalgada é uma das atividades de lançamento da 49 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, que será realizada de 2 a 12 de abril.
A movimentação começou cedo no aterro do Igapó com o agrupamento das comitivas de vários municípios do Paraná e de outros Estados. Até mesmo cavaleiros do Mato Grosso do Sul participaram do evento. Além das comitivas, muitas pessoas se inscreveram individualmente. Um carro de boi e a Catita, primeiro ônibus da Viação Garcia que circulou na época da fundação de Londrina, também participaram do passeio.
Animais das raças mangalarga, quarto de milha, paint horse, mestiços, burros mulas e até um bretão, que foi montado pelo prefeito interino José Roque Neto, participaram do evento. Para Ricardo Pulzatto, que veio com uma comitiva de 12 cavaleiros, participar da cavalgada é uma forma de manter a cultura e tradição da região.
''Além da confraternização, é uma oportunidade de homenagear os tropeiros, que tanto percorreram o país transportando cargas e animais'', disse Ilson Romanelli, organizador da cavalgada.
O cavaleiro Silvaldo Francisco dos Reis, 46 anos, há quase uma década participa de cavalgadas. Após trabalhar muitos anos na zona rural, hoje é motorista de caminhão, mas não abandona a comitiva Tião Carreiro, de Prado Ferreira (Norte). ''É muita emoção, mesmo cansado de trabalhar temos ânimo para levantar cedo e participar da cavalgada'', diz.
De uma família de produtores rurais, Ivo Vicentini Neto, de três anos, era o cavaleiro mais jovem. Com a desenvoltura de quem monta ''desde sempre'', como ele diz, manejou com facilidade o cavalo 'Petiço', mistura de pônei com uma égua de tamanho normal. E defendeu com garra o direito de participar, reclamando muito quando lhe solicitaram emprestar o seu cavalo para outra pessoa por alguns instantes.
Após o trajeto, os cavalos foram levados a uma chácara em frente ao Parque Ney Braga, que está em época de quarentena (nenhum animal pode entrar no parque até o início do desembarque de animais para a exposição).

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