Campo MourãoSid SauerCerca de 50 cavaleiros participaram da cavalgada de 5 km pelas ruas deUma cavalgada de cerca de cinco quilômetros, entre a catedral São José, no centro da cidade, e o Seminário Diocesano, na saída para Cascavel, abriu ontem de manhã as festividades em torno do Dia de São José (19 de março), padroeiro de Campo Mourão. A cavalgada foi organizada pelo CTG Índio Bandeira e contou com cerca de 50 cavaleiros. A maioria usava roupa típica gaúcha. O grupo levou até o seminário uma imagem de São José.
A chegada da imagem foi marcada com a realização de uma missa crioula campal, onde até o padre Ademar Lins estava de bombacha. ‘‘A missa crioula é uma tradição no Rio Grande do Sul’’, explica o padre Valdomiro Pinto Rosa, responsável pelo seminário. As festividades em comemoração ao dia do padroeiro seguem até amanhã. Ontem houve almoço com carneiro no espeto. Hoje à noite acontece um jantar típico italiano.
A festa termina amanhã, com uma missa celebrada pelo bispo Dom Virgílio de Pauli e com costelão no almoço, que já é tradição de vários anos na festa na festa. Toda a programação, que inclui barracas de diversão, feira de artesanato e leilão, além de outras atividades recreativas, acontece no seminário. O aumento da festa, que até o ano passado se limitava ao costelão, foi uma resposta da Igreja à ameaça de se acabar com o feriado municipal.
Durante o ano passado, empresários da cidade ameaçaram pedir à prefeitura o fim do feriado. Eles alegavam que a própria Igreja deixava para fazer a festa no domingo e que o feriado, quando caía no meio da semana, servia apenas para que moradores de Campo Mourão fossem fazer compras em Maringá. A igreja não quis tirar o costelão do domingo porque diz que a festa atrai moradores de cidades vizinhas, mas criou outras atividades para manter o feriado.

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