Causador da poluição no Lindóia deve ser conhecido em 30 dias
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segunda-feira, 29 de julho de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O relatório com o estudo hidrogeológico realizado pela empresa Hidroplan para o Pool de Combustíveis de Londrina administrado pela Petróleo Ipiranga foi apresentado ontem ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O estudo foi solicitado em virtude do vazamento de óleo diesel registrado no Ribeirão Lindóia (zona oeste), no início de maio deste ano. O laudo feito pelo Pool foi considerado inconclusivo pelo órgão ambiental do Estado, que pediu maior ''adensamento de informações''.
O IAP solicitou que as informações do estudo sejam somadas aos dados que estão sendo processados com as novas perfurações realizadas entre o último sábado e hoje. O IAP aguarda também o relatório do estudo de mesma natureza que está sendo realizado pela América Latina Logística (ALL), cujo prazo final para apresentação é 15 de agosto.
Com isso, o agente causador do maior vazamento de óleo registrado em Londrina será conhecido dentro de 30 dias. O prazo começa a ser contado a partir de amanhã, quando a comissão multidisciplinar de peritos pretende encerrar a fase de coletas de amostras de solo e de água na área do Pool e da ALL as duas empresas suspeitas de serem as responsáveis pelo vazamento.
Ao todo, segundo o coordenador da comissão, professor Galdino Andrade Filho, foram feitas seis perfurações, sendo três na divisa entre o Pool e a ALL e mais três somente na área do Pool. Hoje pela manhã, os peritos farão uma última perfuração na área da ALL para fechar os trabalhos. Encerrada a fase de análise do material coletado, Andrade Filho adiantou que a comissão continuará trabalhando na avaliação do impacto ambiental provocado pelo vazamento do óleo.
O chefe regional do IAP, Andrew Pinheiro Neto, destacou que o relatório final indicando o responsável pelo desastre ambiental só será divulgado quando houver uma conclusão consensual entre os peritos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), do Instituto de Criminalística, do próprio IAP e das empresas.
Pinheiro Neto afirmou que depois de definidas a causa e a origem do vazamento é que serão estipuladas as multas. ''Após a conclusão do laudo sobre o dano ambiental, será sugerida o valor da autuação e as medidas de contenção, prevenção e de recuperação da área'', completou.
A reportagem entrou em contato com a Petróleo Ipiranga em Londrina, mas o responsável estaria no Rio de Janeiro e não poderia comentar o assunto ontem.


