Causa de tiroteio ainda é mistério
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de abril de 1999
Paulo Ubiratan 
A polícia ainda não sabe o motivo do tiroteio ocorrido anteontem à noite, na empresa Transpetrol Ltda., localizada na região central de Londrina, e que resultou na morte de Antonio Caporali, 79 anos, e deixou ferido o proprietário da empresa, Geraldo Fernandes Junior, 28 anos. O delegado do 1º Distrito Policial (DP), Valter Lemos, que investiga o caso não conseguiu ouvir Geraldo Junior. Ele recebeu três tiros, um no abdômem, outro na face e um terceiro, que está alojado na coluna. O empresário continua no Hospital Evangélico, onde foi submetido a cirurgia.
Ainda não recebi os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística. A princípio descartamos a hipótese de que Caporali tenha se suicidado. Ninguém consegue dar três tiros no próprio corpo. Também ficamos sabendo hoje, que a arma pertencia a ele, disse.
Lemos foi questionado por advogados da família Caporali por não ter pedido teste residual de pólvora nas mãos da vítima. Eu teria que suspender o velório. Vou fazer o teste nas mãos de Geraldo, o que nada modifica nos propósitos das investigações, disse.
No momento do tiroteio, os dois estavam sozinhos. Um atendente do Siate, que prestou socorro, falou com Geraldo. Ele teria dito que Caporali entrou no local atirando e foi para uma sala ao lado. Caporali havia vendido a Transpetrol para Geraldo e para Admir José Fernandes, que chegou ao local depois do tiroteio.


