Causa de incêndio em carro não é identificada
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quarta-feira, 11 de setembro de 2002
Giovana Kindlein <BR>Reportagem Local 
O Instituto de Criminalística de Londrina descartou ontem a hipótese de que a morte do menino Luís Paulo Leão, 3 anos, vitimado por um incêndio, no domingo, tenha sido causada por combustível ou provocada por curto-circuito. Luís Paulo morreu enquanto brincava dentro do carro do pai, um Fiat 147, no quintal de sua casa. ''Não há qualquer indício de gasolina, álcool ou óleo diesel ou outro derivado no interior do veículo'', afirmou ontem o perito criminal Luciano Bucharles.
Os peritos deverão divulgar o laudo oficial sobre as causas do incêndio na manhã de hoje. ''Possivelmente foi um acidente, uma ação humana acidental'', disse Bucharles. Por outro lado, o perito reconheceu que a probabilidade de que o fogo tenha sido provocado por fósforo, como inicialmente havia sido ventilado, não há como ser comprovada.
Os pais do menino, Luís Carlos Leão, 39 anos, e Keila Amantino da Lapa, 20, serão ouvidos pelo delegado Joaquim Antônio de Melo, do 4º Distrito Policial, somente na semana que vem. Um dos questionamentos que o delegado fará aos pais e às testemunhas do incêndio ''é saber porque ninguém quebrou os vidros do carro para tentar salvar a criança?''.
Ainda atordoado, Leão declarou à Folha que ''não tem idéia do que aconteceu ao seu filho''. Porém, admitiu que ''o menino estava brincando no banco de trás do carro para não sair para a rua''. Segundo o pai, a porta do motorista ficava sempre aberta. Ele explicou que sua mulher tentou retirá-lo pelo outro lado, porque o banco do motorista estava travado. De acordo com ele, Keila teria quebrado o vidro de uma das janelas do Fiat, porém, as chamas se alastraram e ela não enxergou mais o garoto.


