Catracas melhoram segurança em escolas
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segunda-feira, 02 de julho de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Lápis, caderno, livro e cartão de identificação. O material escolar dos alunos de algumas instituições de ensino do Paraná está diferente há algum tempo. Agora, para entrar na escola é preciso passar pelo controle das catracas eletrônicas. E para isso é necessário portar uma carteirinha magnética. Tudo em nome da segurança e de um controle de presença mais rígido.
Os colégios estaduais Professora Ubedulha Correa de Oliveira, em Londrina, e Emílio de Menezes, em Arapongas, são dois exemplos de instituições de ensino que contam com esse moderno sistema de controle de acesso. A escola araponguense é a que instalou as catracas há menos tempo.
De acordo com a diretora Cristiane Pablos Rosseti, de Arapongas, a medida de segurança foi tomada a partir da mobilização da comunidade escolar, preocupada com um assassinato ocorrido nas proximidades da escola há cerca de um ano.
O investimento de R$ 18 mil para a instalação de três catracas foi possível graças a campanhas de arrecadação de dinheiro promovidos por alunos, professores e funcionários. Cristiane garante que a medida diminuiu os problemas nas proximidades da escola.
''O problema nunca foi violência dentro da escola. O sistema traz o benefício de evitar que um grande número de crianças fique nos arredores. Elas chegam e já entram'', comenta Cristiane. As catracas possibilitam também que a direção faça um controle rígido de frequência dos estudantes.
No Colégio Ubedulha de Oliveira, o sistema de catracas foi implantado em 2003. O diretor Adão Nunes conta que as opiniões dos estudantes sobre o controle mais rígido são divididas. ''O que é bom para a escola, às vezes não é bom para alunos que não querem assistir aulas'', afirma.
Essa divisão foi constatada pela reportagem da FOLHA. Para José Luís Júnior, 14 anos, alunos da quinta série, a catraca é indiferente. Já Débora Pontes, 12, que está no sétimo ano, acha que o sistema traz vantagens. ''É melhor porque assim não entra qualquer um na escola'', elogia. Rone Carlos, 17, também da sétima série, diz que a entrada e saída ficaram ''mais organizadas.''
Para Nunes, o sistema está consolidado e a direção pretende expandir esse controle. Hoje, os estudantes têm de entrar e sair por duas catracas, o que provoca a formação de filas. A meta é colocar pelo menos mais uma, para agilizar o fluxo.
As catracas são programadas eletronicamente para impedir a entrada e saída dos estudantes fora dos horários pré-estabelecidos. Na época, o custo de instalação foi bancado pela venda das carteirinhas, que custaram R$ 10,00 cada.


