No segundo semestre de 2003, o Colégio Estadual Albino Feijó, no Parque das Indústrias, Zona Sul, implantou um sistema de catracas eletrônicas, que permite o ingresso no prédio somente mediante apresentação de carteirinha com código de barras. ''É um meio de identificar pessoas de fora que estão dentro do colégio'', destacou a diretora Lúcia Aparecida Cortez Martins.
De acordo com Lúcia Aparecida, a região da escola é um ponto visado de tráfico de drogas. ''Agora há controle quando tentam passar droga ou bebidas para alunos no colégio.'' No ano passado, um assaltante pulou o muro após roubar um ônibus na frente da escola. A evasão, na escola que conta com cerca de 2.400 estudantes, também sofreu redução desde a implantação das catracas.
O aumento das ocorrências graves nas proximidades e dentro das escolas motivou a volta da Patrulha Escolar Comunitária, em março. Com filosofia de policiamento preventivo, o programa obteve resultados práticos, como a apreensão de drogas e armas com estudantes. ''Nossa atividade está sendo muito válida e conta com bastante apoio da comunidade'', avaliou a tenente Roberta Mildemberger Reina, relações públicas do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM).
Cerca de 20 policiais utilizam seis viaturas para percorrer as escolas estaduais, prioritariamente, e municipais de Londrina. ''Como nas municipais as crianças são menores, as ocorrências também são menores'', revelou. ''Mas a patrulha atende sempre que é acionada'', garantiu.
Segundo a tenente Roberta Mildemberger, a iniciativa das escolas de instalar sistemas de segurança é válida. ''Vem de encontro com a filosofia da Patrulha Comunitária, que é incentivar o entrosamento da polícia com a comunidade'', destacou.
Para a assessora do Núcleo Regional de Educação (NRE), Marlene de Mello, a atuação da Patrulha Escolar reduziu as agressões físicas entre alunos e concentrações nas frentes da escolas. ''Lamentavelmente, hoje as reações são mais inesperadas, com alunos levando até canivete para as escolas'', declarou. (F.R.F.)

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