Para o arcebispo da arquidiocese de Londrina, Dom Orlando Brandes, a pesquisa da FGV é ''relativamente confiável''. ''A igreja católica tem diminuído, mas a evasão não é tão grande como já foi'', acredita.
Em Londrina, segundo ele, pesquisa realizada por profissionais da Universidade Estadual de Londrina (UEL) constatou que muitos fiéis estão retornando ao catolicismo. ''São pessoas que procuraram outras igrejas e perceberam que elas também têm defeitos'', diz, acrescentando que o retorno é motivado por conselhos de outros católicos, reconciliação com sacerdotes e até mesmo saudades dos elementos religiosos.
Dom Orlando enfatiza que a igreja católica se torna cada vez mais missionária, através de emissoras de TVs e outros meios de comunicação que levam a crença para dentro das casas das pessoas. ''Estamos em estado permanente de missão.''
Sobre a tolerância, o arcebispo defende o diálogo entre cristãos e não cristãos. ''Budismo e islamismo, por exemplo, contribuem para aumentar a religiosidade no mundo e divulgam valores que apontam para Cristo. Preocupam-nos principalmente os que deixam o catolicismo e ficam sem religião'', avalia.
O discurso do líder católico é parecido com o do pastor Adilton Silva, presidente do Conselho de Pastores de Londrina e Região Metropolitana. ''O que interessa para as igrejas que professam a fé cristã é que o cristianismo, independentemente de seu ramo, tem crescido'', contemporiza.
Para ele, o aumento das denominações evangélicas tem relação com a contextualização da pregação e da maneira de se comunicar com os fiéis. ''Os sermões trazem aplicações práticas para aspectos do dia a dia das pessoas, como família, trabalho, relacionamentos, ética, crescimento emocional, saúde, sexualidade e educação de filhos'', exemplifica.
Outro fator de incentivo é a opção de adaptar a linguagem para os diferentes públicos. ''Com os jovens, por exemplo, temos um culto com músicas de rock que falam de Jesus. Usamos também mídias sociais, transmissões online e sites das igrejas''. (C.A.)

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