A Igreja Católica celebrou ontem a Festa de Corpus Christi, considerada uma das mais bonitas por causa dos tapetes de flores e serragem que enfeitam as ruas por onde passa a procissão. É o momento que, segundo as tradições, Jesus Eucarístico sai às ruas para abençoar os lares. Somente na Catedral, mais de três mil pessoas acompanharam a celebração e participaram da procissão nos arredores da igreja.
A maioria das paróquias da arquidiocese de Londrina também celebrou a festa. Algumas apresentaram novidades, com a Nossa Senhora de Lurdes, localizada na Vila Sian (zona leste). Ao invés do tradicional tapete com serragem, areia, pedras e papel colorido, o caminho da procissão foi desenhado por cobertores, que posteriormente seriam doados a famílias carentes.
A festa de Corpus Christi teve início no ano de 1263, na cidade italiana de Orviedo. De acordo com o arcebispo dom Albano Cavallin, que concelebrou a missa na Catedral com o pároco monsenhor Bernardo Gafa, a festa é a expressão religiosa máxima da fé católica na Eucaristia, sendo celebrada 60 dias após a Páscoa.
Sempre celebrado numa quinta-feira, o acontecimento recorda a instituição da Eucaristia, acontecida na última Ceia da Quinta-feira Santa. ''Este dia é o único no ano que Jesus Eucarístico sai às ruas para abençoar os lares por onde passa'', explicou o arcebispo.
Falando aos fiéis, dom Albano lembrou que, há exatamente um ano, a Igreja Católica lançou o mutirão contra a miséria e a fome e pediu que todos presentes fizessem uma reflexão sobre os atos praticados nesse período. ''Ao invés de ficar pensando nas obrigações dos outros, devemos pensar nas nossas e ajudar os próximos que estão passando por momentos de dificuldades'', frisou o arcebispo, que está completando 50 anos de vida sacerdotal.
Dom Albano ressaltou que a festa de Corpus Christi é também um momento de caridade e solidariedade onde os fiéis são convidados a doarem alimentos e roupas para serem distribuídos a famílias carentes. Ao final da celebração, o arcebispo benzeu quatro mil pães que foram repartidos entre os participantes.
Entre as pessoas que assistiram a celebração estava o aposentado Raimundo Vieira, 73 anos, que diz participar todo ano da festa. Para ele, esse é o momento em que Jesus está mais presente entre os fiéis. ''Hoje é um dia de muita festa. Nossa fé se renova em Jesus'', concluiu.

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