Cativa divulga
laudo do Adolfo Lutz.
Agora, favorável
O gerente comercial da Cativa, Alfredo Carvalho, divulgou ontem um novo laudo do Instituto Adolfo Lutz com resultados de análises do leite tipo C da cooperativa. As amostras foram coletadas em 14 de abril e apontam que o produto está em condições satisfatórias de consumo. Carvalho também apresentou à Folha resultado de análise feita pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos, de Campinas, com o mesmo resultado.
As amostras enviadas a Campinas também foram coletadas em 14 de abril, mesmo dia em que Carvalho e o presidente da Cativa, Osmar Buzinhani, teriam sido abordados por Fredemax Mota e Aristeu Neves Rodrigues (ex-assessor do vereador Alvair de Souza) para a tentativa de extorsão. Eles tinham em mãos resultados de análises feitas pelo Adolfo Lutz, em amostras coletadas em 17 de março.
Segundo acusação que os diretores fizeram à Câmara, os ex-assessores pediram R$ 30 mil da Cativa para omitir o laudo. A análise apontou que o produto estava em condições insatisfatórias por apresentar bactéria do grupo coliforme. ‘‘Estes novos laudos são sérios, feitos por pessoas competentes e cujas amostras foram coletadas dentro das normas legais estabelecidas pela saúde pública’’, disse ontem Carvalho.
Ele informou que foram enviadas três amostras com contraprovas. A coleta, informou, foi acompanhada por técnicos do Serviço de Inspeção Federal. ‘‘Este sim é o órgão competente para efetuar o trabalho e não meros visitantes da Câmara’’, disse, se referindo a Fredemax Mota, que trabalhava para o então vereador Jacy Aguiar. Carvalho também criticou a forma como o caso ficou conhecido: escândalo do leite. ‘‘O escândalo é da Câmara e não do leite.’’

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