O coordenador de Biodiversidade da Sema, João Batista Campos, explica que o javali foi introduzido no Brasil pela América Latina. O animal escapou para o ambiente natural e acabou cruzando com porcos domésticos gerando o javaporco, ou porco feral.
Os javaporcos, segundo ele, competem com o cateto, uma espécie de porco-do-mato nativo da região, tanto na alimentação quanto em espaço. Como a espécie exótica é mais forte e vigorosa, o cateto está sendo expulso de seu ambiente natural.
A competição entre os dois também se torna desigual porque os javaporcos não têm predador natural e têm mais filhotes a cada gestação. O animal também causa outros danos ambientais, pois come tudo o que vê pela frente, destrói ovos de pássaros que fazem ninho no chão, devasta plantações e fuça a terra até arrancar as raízes da plantas.
O IAP não sabe o número exato de javaporcos presentes em Vila Velha. Calcula-se que são mais entre 400 a mil. ''Não precisamos saber quantos são para saber se há desequilíbrio. Por ser uma espécie exótica, a intervenção tem de ser imediata porque, quanto menos animais, melhor'', justifica.
Sobre o controle de caça na região, Batista diz que a ação dentro do parque será feita apenas por agentes públicos. Nas propriedades particulares, a ideia é que os próprios produtores façam o abate e comuniquem ao IAP. Antes, no entanto, o órgão fará o cadastramento e esclarecimento dessa população.

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