Investigadores desviados de sua função para cuidar de presos em distritos superlotados, número insuficientes de policiais para darem conta de prestar serviço em toda as regiões da cidade e defasagem de mais de 100% nos salários. Foi assim que o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Ademilson Antônio Alves Batista, resumiu a situação da categoria. E já avisou: o prazo que o governo tem para apresentar uma proposta termina amanhã. Senão, a greve será a única saída a partir de quinta-feira.
Batista ressaltou que a categoria chegou ao limite. Ontem à noite haveria uma assembléia na sede do Sindipol para discutir formas de ação para os próximos dias. Segundo o sindicalista, se a tabela de reajustes que está sendo preparada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública não agradar a categoria, a única saída será a paralisação por tempo indefinido. ''Se não atender nossas reivindicações vamos parar'', garantiu.
De acordo com o Sindipol, Londrina tem hoje um número menor de policiais civis do que tinha há 20 anos. ''São cerca de 150 policiais civis apenas'', apontou Batista. De acordo com ele, a categoria atua desestimulada pelas condições de trabalho e pela defasagem salarial de mais de 100%. Os salários, segundo o sindicato, estão sem sofrer reajuste há mais de 10 anos.

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