Curitiba O que era para ser uma data festiva tornou-se dia de protesto por reivindicações não atendidas. ''Não temos nada a comemorar neste dia 15 de outubro'', desabafa o presidente do Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), José Lemos. Os professores da rede estadual de ensino, segundo ele, estão descontentes com a demora na conclusão, pelo governo do Estado, do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) e reclamam, também, do não cumprimento de leis que protegem direitos dos docentes. A APP-Sindicato programou para hoje uma reunião sobre o PCCV e à tarde uma manifestação na Assembléia Legislativa.
Representantes da Secretaria de Estado da Educação e APP-Sindicato vêm discutindo em conjunto a elaboração do PCCV, mas ainda não chegaram a um consenso. Um ponto de divergência é sobre os critérios de ascensão na carreira. Hoje, os professores são enquadrados em três níveis magistério, graduação e especialização. A proposta do governo prevê a criação de mais dois níves para professores com mestrado e doutorado mas com avaliação de conhecimento diferenciada, sem exigência de diploma.
O secretário de Estado da Educação, Maurício Requião, explica que a intenção é implementar um programa administrativo de formação equivalente ao mestrado e doutorado, o que dispensaria o professor do estudo formal em uma universidade. Lemos, porém, diz que a categoria quer critérios mais objetivos por temer que a dispensa do diploma possa dar margem para enquadramentos indevidos, à base de apadrinhamento político.
A grande questão de divergência, para o secretário, é a nova tabela de níveis salariais. A APP-Sindicato, segundo Lemos, defende piso inicial correspondente a três salários mínimos (R$ 720,00) para 20 horas semanais. Hoje o piso dos professores é de R$ 253,00.
O secretário lançou, ontem, em Curitiba, o Projeto Saúde Vocal Cuidando da Voz do Professor. Em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, será feito, inicialmente, um diagnóstico da saúde vocal dos professores da rede estadual.

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