O presidente da Associação dos Auditores Fiscais, Nailor Grossel, disse ontem à Folha que o delegado do trabalho Celso Soares Costa está equivocado na interpretação da pauta de luta da categoria. Sobre o trecho da pauta transcrito no documento enviado por Costa ao secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Paulo Machado, Grossel afirmou que a redação é clara. ''Em nenhum lugar está escrito que a operação-padrão será realizada em empresas ligadas a parlamentares. O que se propunha era fiscalizar empresas com maiores problemas para chamar a atenção da população sobre o papel dos auditores fiscais. Assim como conscientizar os parlamentares sobre a importância do nosso trabalho.''
Grossel disse ainda que a questão salarial é um dos itens da pauta de reivindicação da categoria. Mas os pontos principais, segundo ele, seriam a paridade entre os auditores ativos e aposentados; a definição em lei das atribuições do cargo; e o estabelecimento de um critério objetivo para a avaliação que concede a gratificação de desempenho. ''Hoje, como no caso da Receita Federal, essa avaliação é muito subjetiva, pois vai depender do chefe do auditor'', explicou.
Essas reivindicações, que incluem ainda proteção policial para o desempenho da função, estariam contempladas na medida provisória, que tem validade de 120 dias. Por isso, segundo Grossel, a necessidade de transformação em lei. No Paraná, trabalham atualmente 145 auditores ativos e 75 aposentados.
Sobre a operação-padrão, aprovada em assembléia no dia 13 de julho, o presidente da associação disse que nenhuma ação nesse sentido foi feita até agora, havendo apenas uma ação imediata em Curitiba, justamente em obra próxima à Delegacia Regional do Trabalho, pois irregularidades detectadas exigiram notificação da construtora.
Grossel disse também que devido à polêmica criada, a categoria realizou outra assembléia e excluiu a operação-padrão da pauta de luta dos auditores fiscais do trabalho.

mockup