Catedral de Curitiba vai ter vigilância eletrônica
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quarta-feira, 08 de outubro de 1997
Dary Júnior 
Curitiba
A Catedral Basílica de Curitiba vai estar sob vigilância eletrônica a partir da próxima semana. O sistema inclui 28 sensores infravermelhos para detectar movimento dentro da igreja durante a noite. A medida foi tomada após vários arrombamentos das janelas dos fundos do templo. Era uma necessidade, diz o padre Sérgio Braschi, responsável pela paróquia. O investimento em segurança é de R$ 2.166,00, mais uma taxa de manutenção de R$ 160,00 por mês.
Segundo Braschi, a instalação do sistema foi motivada pelo incidente ocorrido no início de setembro, quando três ladrões arrombaram as janelas de acesso à sacristia. Eles destruíram os cofres de madeira onde são colocadas as doações dos fiéis, pegaram o dinheiro, um microfone sem fio e fugiram, conta o padre, que não sabe dizer quanto foi levado pelos arrombadores. Eu consegui deter um deles, que era menor, e o entreguei à polícia, lembra.
O sistema escolhido pelo padre começou a ser instalado na última segunda-feira pela empresa de segurança eletrônica Sentinela. Os detectores podem acusar a presença de um intruso até 12 metros de distância em um ângulo de 90 graus, informa o agente comercial Ivan Ibanez. Do total de sensores, nove são sem fio para não comprometer a estética do interior da igreja. Os outros 19 ficam espalhados pelas demais áreas da catedral, como a livraria.
As principais entradas da catedral vão ser monitoradas. O acesso a algumas área deve depender da digitação de senhas. Os sensores estão ligados a uma central, que comunica o centro operacional da Sentinela até 12 segundos depois do alarme ter soado, diz Ibanez. De acordo com ele, é aí que entra em ação o grupo tático móvel da empresa. Na verdade, trata-se de um carro com um funcionário treinado para atender às ocorrências.
As vantagens do equipamento tranquilizam padre Breschi: Confio em Deus, mas não dá mais para ficar desprevenido. O segurança Onofre de Souza, que vigia a igreja durante o dia e trabalha desarmado, concorda: Vai ser melhor assim.


