Catarata pode ser removida com novo equipamento
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
Dois médicos oftalmologistas de Curitiba estão sendo os primeiros na América Latina a experimentar um novo aparelho para cirurgia de catarata. Desde a semana passada, nove pessoas já foram operadas com o Sovereing, um moderno equipamento lançado há seis meses nos Estados Unidos. Cada um deles custa aproximadamente R$ 140 mil. Já a operação é 20% mais cara que a tradicional, mas é coberta por planos de saúde.
A catarata compromete a visão porque afeta o cristalino a lente natural do olho, que foca os objetos tornando-o opaco. A doença atinge mais de 4 milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar de ser predominante em idosos, pode surgir em pessoas de qualquer idade. Nas crianças o diagnóstico é mais fácil, já que na maioria das vezes a catarata fica esbranquiçada. Isso acaba chamando a atenção dos pais pela mudança da cor da área pupilar, que é preta.
O oftalmologista Irineu Antunes Neto fez três cirurgias com o novo equipamento na semana passada. O aparelho nos permite fazer uma intervenção menos agressiva para o paciente, com mais segurança e em tempo menor, garantiu. O Sovereing é totalmente controlado por computador e monitora a irrigação e a pressão do globo ocular durante a aspiração da catarata. A técnica é semelhante a usada atualmente, com anestesia local (colírios específicos), a fragmentação da catarata para permitir a aspiração e, por fim, a substituição do cristalino por uma lente intra-ocular dobrável.
O aparelho aumenta a eficiência do sistema aspirador e reduz o trauma cirúrgico, explicou o médico Luiz Geraldo Simões, que ontem pela manhã fez seis cirurgias. Simões disse que o equipamento mais moderno reduziu o tempo das operações de 10 minutos para pouco mais de 5 minutos. À tarde, o cartorário Nilton Fontanella, 67 anos, contou que estava lendo com facilidade, tarefa que não realizava há mais de 2 anos, quando tinha catarata.





