A partir de maio, o governo federal vai ampliar o número de autorizações para de cirurgias de catarata. De acordo com o Ministério de Saúde deverão ser realizadas cerca de 100 mil operações, até o fim deste ano. No Paraná, a previsão é que quase 8 mil pessoa sejam atendidas.
Segundo o presidente da Associação Parananese de Oftalmologia, Hamilton Moreira, os médicos vão trabalhar em sistema de mutirão. Ele explica que a campanha para diminuição da catarata vai funcionar através da ampliação do número de guias de operações por estados. O ministério quer atingir principalmente as classes mais pobres. No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas fiquem cegas com a doença este ano, sendo que 13% delas vivem no Paraná. Em todo o mundo, 20 milhões de pessoas são vítimas da doença.
O oftalmologista Hamilton Moreira, coordenador do Centro de Oftalmologia do Hospital de Clínicas (HC), conta que as operações serão feitas gratuitamente pelos médicos. ‘‘A doença é a maior causa de cegueira degenerativa do mundo, mesmo sendo de fácil tratamento’’, comenta o médico.
Moreira explica que, de maneira simplificada, a catarata é um envelhecimento do cristalino. ‘‘Da mesma forma que a pele enruga, o cristalino perde a sua característica básica’’, diz. Normalmente, a doença atinge pessoas acima de 50 anos.
Para recuperar o cristalino, os médicos vão utilizar a mais moderna técnica cirúrgica disponível. Através de facoemulsificação, o médico vai destruir a catarata usando um pequeno aparelho de ultrasom. Para isso, é preciso realizar uma simples incisão no olho, onde se coloca uma cânula que vibra, destruindo a pele ruim.Kraw PenasMédicos vão trabalhar em sistema de mutirão para atender populaçãoIsrael Reinstein

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