Londrina - Febre baixa, dor de cabeça e erupções cutâneas que aparecem dois ou três dias depois caracterizam a varicela. Em Londrina, o Pronto Atendimento Municipal (PAM) registrou um pequeno aumento no número de pacientes atendidos com esses sintomas nos últimos dias. Como a varicela não exige notificação obrigatória, a Secretaria Municipal de Saúde não tem dados que confirmem o crescimento da incidência dos casos.
Em uma escola de educação infantil localizada na Zona Leste, 15 das 45 crianças atendidas desenvolveram a doença nas últimas semanas. "Uma das mães trouxe o filho contaminado e as outras acabaram doentes", afirmou a diretora, Paula Salvador. Ela alertou que os pais devem ter consciência sobre os riscos de contaminação e manter os filhos em casa até a cicatrização total das vesículas. "Orientamos a procurar um pediatra para confirmar o diagnóstico antes de trazer a criança. A colaboração da família é fundamental", disse.
Altamente contagiosa, a doença também conhecida como catapora é normalmente inofensiva, mas pode abrir portas para infecções secundárias na pele e até mesmo evoluir para quadros mais graves como encefalite ou meningite.
De acordo com Sônia Fernandes, gerente de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, a varicela é transmitida por secreção respiratória ou contato com as lesões. "O contágio é maior na fase em que as vesículas estão secando", informou. Por isso, os contaminados devem ser afastados da escola e de locais onde há muita aglomeração de pessoas até as bolhas estarem completamente secas.
Em gestantes, a contaminação oferece risco de provocar lesões no bebê. Algumas das possíveis conseqüências são baixo peso, catarata e retardo mental. No caso de contato com pessoas infectadas, as grávidas devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em menos de 72 horas para receberem a imunoglobina anti-varicela, que impede o desenvolvimento da doença. Como as bolhas de catapora provocam muita coceira, as crianças infectadas devem ter as unhas cortadas.

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