Em reunião ontem na Companhia Municipal de Transporte e Urbanização (CMTU) entre representantes das 10 Organizações Não Governamentais (Ongs) de reciclagem de lixo e o Projeto 1000 Ongs decidiu-se fazer um trabalho em conjunto entre as entidades. A decisão foi tomada como tentativa de conseguir deslanchar a atuação destas Ongs que enfrentam sérias dificuldades para se estruturar.
Composta por antigos catadores de lixo nas ruas de Londrina e no aterro sanitário alguns atuavam no ramo há mais de 20 anos , as Ongs foram incentivadas pela CMTU, que retirou estes trabalhadores das ruas. No entanto, sem condições financeiras para alugar um barracão onde trabalhar e sem experiência neste tipo de organização, depois de mais de três meses eles ainda não conseguiram tirar seu sustento das Ongs.
Segundo o coordenador do Projeto 1000 Ongs, Durvalino Biliato, ficou decidido que que as Ongs irão trabalhar em conjunto na realização de campanhas junto a comunidade para que joguem o lixo reciclável adequadamente; irão vender o material separado em conjunto para conseguir um preço melhor e irão comprar prensas alternativas a preço de custo. Quanto a aquisição de um espaço para trabalhar a solução continua por conta das Ongs.
Guarapuava Criada em 1994, a Associação de Catadores de Guarapuava garante renda mensal de R$ 500,00 aos trabalhadores mais empenhados. O valor é resultado de uma série de adaptações realizadas na entidade, a partir de 1996, quando uma comissão municipal passou a fiscalizar e a assegurar justiça na distribuição dos ganhos. Em julho, uma lei aprovada na Câmara de Vereadores permitiu a contratação uma empresa para a coleta de lixo doméstico e determinou que o município fique responsável pelo recolhimento dos resíduos sólidos recicláveis, em apoio à associação.
Os catadores ainda recebem cestas básicas que variam conforme o resultado da coleta. A presidente da associação, Maria Trindade Moreira, de 66 anos e que trabalha na coleta desde 1994, afirma que os ganhos dependem de cada trabalhador.

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