A Secretaria de Saúde de Maringá ofereceu ontem, aos catadores de papelão do município, um curso sobre como armazenar os materiais recolhidos nas ruas sem risco de proliferação de insetos, especialmente do Aedes aegypti, transmissor da dengue. Os catadores que não compareceram vão ser reconvocados porque segundo a Vigilância Sanitária, trata-se de uma atividade para preservar a saúde pública.

Conforme levantamento da secretaria, a maioria dos catadores mantém nos quintais de suas residências entulhos, papelões e latas a céu aberto, sem qualquer cuidado para evitar o acúmulo de água, o que ajuda na proliferação dos insetos.

De acordo com o gerente da Vigilância Sanitária, Gilberto Pucca, foi a primeira vez que a secretaria realizou este tipo de curso, direcionado especialmente aos catadores. Pucca explicou que os catadores de papelão que estão organizados em cooperativas não foram convocados porque o material recolhido por eles é acondicionado de forma correta. ''O que não ocorre com aquele que recolhe o material e deixa tudo no quintal da residência'', compara.
Segundo ele, o curso também abordou sobre os riscos da proliferação de outros insetos que colocam em risco a saúde das pessoas.


Conforme levantamento da secretaria, das 125 vítimas que contraíram a dengue este ano em Maringá, 52 moram na Vila Santa Isabel.

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