Catadores reclamam que situação piorou
Para o catador de lixo e presidente da Associação dos Coletores Autônomos de Rolândia, Paulo Weitz, 37 anos, a situação piorou com a inauguração do aterro. Ele contou que os catadores não poderão trabalhar no local pois a lei não permite. ''Eles dizem que a gente pode se machucar'', apontou. Antes, ele recolhia os materiais recicláveis no lixão. Segundo Weitz a prefeitura prometeu montar um barracão no centro da cidade para os catadores. ''Mas até que eles façam isso como eu vou sobreviver?'', questionou. Segundo ele, normalmente arrecada cerca de R$ 100 por semana. Na semana passada, porém, quando foi desativado o lixão, ele arrecadou apenas R$ 12,90.
Ele também disse que a coleta seletiva da cidade ainda é muito precária. ''A coleta só terá resultado a longo prazo'', lembrou. A secretária do Meio Ambiente, Vera Crespim, disse que, para melhorar os trabalhos de recolhimento do lixo, a prefeitura vai intensificar a campanha de coleta seletiva na cidade. A secretária garantiu que, até o final da semana, o barracão para o recolhimento estará montado.





