Catadores de material reciclável conseguem um rendimento extra
Dentro do Parque de Exposições há também a coleta de lixo reciclável, feita pela a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) através dos cinco Postos de Entrega Voluntária (PEV), e também pela Associação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida. Além disso, um grande número de catadores aproveita a festa para ganhar um dinheiro extra, recolhendo papel e latinhas de alumínio, observa o encarregado geral do Parque de Exposições, José Antônio Bertoluci,
São estes catadores, porém, que estão atrapalhando a coleta do Comitê da Cidadania. Segundo uma das voluntárias, Maria Fonseca de Araújo, o Comitê montou um projeto e pediu exclusividade à diretoria da Sociedade Rural para a coleta de latinhas. Apesar de termos este contrato, tem muita gente pegando latinhas lá dentro. Vmos ter que rever se vale a pena continuar, disse.
Segundo ela, a coleta de sábado e domingo ficou aquém do que esperavam. Nós contratamos seis catadores, estamos pagando por dia, dando comida e transporte. E o resultado não está compensando, afirmou. Embora não tenha o resultado da pesagem das latas, Maria disse que talvez não dê para cobrir as despesas que o comitê teve. O comitê usaria o dinheiro para comprar cestas básicas e remédios para famílias carentes.
Segundo o encarregado pelo parque, não é possível fazer o controle das pessoas que entram no Parque para coletar o lixo reciclável. Nós temos apenas três pessoas autorizadas a fazer esta coleta. São pessoas que moram perto do parque e sempre trabalharam conosco. Mas se elas pagam o ingresso, não temos como barrar este tipo de serviço, argumentou.
Indiferentes a tudo isto, ontem pela manhã dezenas de pessoas disputavam as latinhas de refrigerantes e cerveja. Foi o caso da ex-cabeleireira Bina Almeida, 38 anos, que chegou ao parque por volta das 7 horas da manhã. Este ano, é meu segundo dia. No ano passado, vendi bastante alumínio e deu para tirar um dinheirinho bom, disse. Até às 11 horas, ela consegue coletar cerca de seis sacos de lixo de 100 litros cada, cheios de latinhas que ela amassava com o pé. Tem que ser assim, para caber mais.
Já Alex da Silva Melo, 13 anos, aproveitava a barraca do tio para coletar latinhas. De manhã, já tinhas cerca de 15 sacos cheios. Eu durmo aqui, então fica mais fácil, revelou. Até o final da feira, ele espera coletar mais de 100 quilos.
Embora as latinhas sejam mais lucrativas, Iraci Souza dos Santos, 49 anos, estava mais preocupada era mesmo com papel e papelão. As latinhas são mais disputadas, explicou. Iraci faz parte da equipe de limpeza do turno da noite e também trabalha como catadora de papel. Quando vi a quantidade de papel que tava indo pro lixo, eu resolvi vir pegar, conta. Ela levou até seu carrinho e esperava coletar uns 50 quilos de papel. Dá para tirar uns R$3,00. É pouco mas ajuda, disse. (T.E.)





