Catadores de lixo são retirados de aterro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de outubro de 2003
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Paiçandu Técnicos da Secretaria de Meio Ambiente de Paiçandu (10 km de Maringá) fizeram ontem, com auxílio de policiais civis e militares, a retirada das pessoas que estavam trabalhando no lixão. A medida foi tomada após a multa de R$ 40 mil aplicada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) contra o município, devido a manutenção do lixão à céu aberto.
O departamento jurídico da prefeitura prepara um recurso contra a multa. Segundo o secretário de Meio Ambiente e Agricultura, Wanderley Troli, a retirada das pessoas e a compactação dos resíduos foram exigidos pelo IAP. Ele acredita que ao atender as duas reivindicações, o município consiga reduzir em até 90% o valor da multa. ''Vamos alegar inclusive que precisamos desse dinheiro para fazer o aterro sanitário que o próprio instituto exige do município'', disse. Para impedir a volta dos catadores de papéis, Troli afirmou que será mantida uma fiscalização diária e a cada dois dias será feita a compactação dos resíduos.
Conforme Troli, em caráter emergencial, o IAP também aprovou um projeto da prefeitura de construir o aterro sanitário em uma área de um alqueire. A princípio, o projeto aprovado pelo IAP previa a construção do aterro em uma área de quatro alqueires. ''Mas mostramos que o município não tem recursos para comprar um terreno tão grande nesse momento'', justificou.
O aterro em uma área de um alqueire atende às necessidades do município a curto prazo. Segundo o secretário, o município pretende viabilizar o consórcio com Maringá e Sarandi para construção de um aterro maior e em condições adequadas para preservação do meio ambiente.


