Catadores de lixo reivindicam apoio da população em Maringá
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2002
Lucinéia Parra<br>Equipe da Folha 
Equipe da Folha
Maringá Catadores de lixo que fazem parte de cooperativas de Maringá comemoraram, ontem, o Dia Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, pedindo mais organização das pessoas que ainda atuam como autônomos na coleta de lixo reciclável na cidade. Em manifestação realizada no centro da cidade, eles agradeceram os moradores que fazem a separação do lixo e colaboram com o Programa de Coleta Seletiva Municipal, mas salientaram que os catadores podem ter uma renda mensal maior se toda comunidade realmente fizer a separação do lixo e repassar os materiais recicláveis para as cooperativas.
Atualmente, de acordo o coordenador da Coleta Seletiva Municipal, Ataíde Rosa, é recolhido diariamente na cidade 295 toneladas de lixo, sendo aproximadamente 100 toneladas de materiais recicláveis. A prefeitura só consegue recolher 5 toneladas por dia de material reciclável através da Coleta Seletiva. Outras 5 toneladas são recolhidas diariamente por catadores de lixo autônomos. Segundo ele, existem hoje em Maringá, Sarandi e Paiçandu cerca de 500 pessoas fazendo coleta de lixo e apenas 120 atuando em cinco cooperativas três instaladas em Maringá, uma em Sarandi e uma em Paiçandu.
A participação dos catadores em cooperativas é fundamental, conforme Rosa, porque permite um ganho maior na venda dos produtos uma vez que se trabalha com grande volume. Ele explica que os catadores individuais, além de trabalharem na rua debaixo de chuva e sol, ainda são explorados pelos atravessadores. Nas cooperativas, estas pessoas estão em local mais apropriado e conseguem preços maiores porque o volume de produtos a ser negociado diretamente com a indústria é muito maior, diz. Segundo ele, atualmente a prefeitura faz a coleta seletiva em 102 bairros da cidade e a expectativa é de que em 2003 o programa seja implantado em mais 40 bairros.


