Cerca de 40 catadores da Cocepeve realizam na tarde desta terça-feira (16) um protesto contra o fim do contrato da cooperativa com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que ocorreu no último dia 10. A manifestação reúne os integrantes da cooperativa, que era responsável pela coleta em 55 mil domicílios, em frente à sede da companhia no cruzamento entre a avenida Juscelino Kubitschek a rua Professor João Cândido.

"Vão prejudicar muitas famílias e nós queremos ser ouvidos. A prestação de conta é feita todos os meses para liberação do dinheiro. Se teve irregularidades, porque eles continuaram apoiando, já que a prestação de conta era feita de acordo com a cobrança da CMTU. Por que eles esperaram o final do contrato pra falar que a cooperativa estava errada?", questionou a presidente da Cocepeve, Sandra Araújo, em entrevista à rádio Paiquerê AM.

A presidente da cooperativa disse que espera que uma reunião aconteça com a CMTU até o fim do mês e, por isso, os trabalhos seguem pelo menos até o dia 31. "A gente precisa conversar com o poder público para saber como vai ficar a situação dos barracões alugados. É para entregar e deixar todo mundo desempregado", desabafou.

Sandra ressaltou que os cooperados não querem passar a realizar o trabalho em outras cooperativas. "Tem que respeitar a decisão dos cooperados", afirmou.

"Cada um aqui tem família. Atrás de cada um, tem quatro, cinco ou seis filhos. A gente espera que o direito de trabalhar seja respeitado. Nós não queremos nada de ninguém já que a Cocepeve já atendia os 55 mil domicílios", acrescentou.

A presidente ainda lembrou que a Cocepeve tem 100 cooperados e que as reclamações sobre a prestação do serviço partiu de um grupo de 10 trabalhadores que integram a cooperativa. (Com informações da rádio Paiquerê AM)

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