O desânimo de Luís Rodrigues da Silva, 46, é diferente dos outros da fila de espera da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab). Apesar de não ter casa própria e viver com a esposa Joana Bezerra da Silva, 43, num barraco no Conjunto Novo Amparo 2 (zona norte), ele afirmou não ter feito inscrição na companhia. Para ele, o problema é a distância do centro da cidade, para onde vai diariamente em busca de papel. Trabalhando como catador, chega a ganhar R$ 450 mensais.
''Aqui tem acesso a bastante bairros, o que facilita para trabalhar. A maioria das casas que aparece é muito longe'', declarou. Outra dificuldade, segundo ele, seria o custo de um caminhão de mudança. Além do trabalho como carroceiro, Rodrigues é proprietário de um pequeno bar, junto de sua casa. ''Mas o lucro do comércio vai todo para comprar os produtos'', revelou.

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