Catador de papel é morto a pedradas
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segunda-feira, 27 de abril de 1998
Lucilia Okamura 
Dorico da SilvaA última fotoGenivaldo Pereira da Silva em foto feita na semana passada quando a Folha preparava reportagem sobre construção inacabada
que havia sido transformada em mocó na avenida Santos Dumont: catador de papel teria sido assassinado por dois colegas O catador de papel Genivaldo Pereira Souza, 35 anos, foi assassinado anteontem, por volta das 11 horas, no mocó localizado na avenida Santos Dumont, quase esquina com a rua Goiás (área central de Londrina). Os principais suspeitos - Rui Sandro Delgado, 23 anos, um travesti conhecido como Paloma, e Gilmar Veira dos Santos, o Gil - estão foragidos.
O Siate foi chamado e, quando chegou ao local, Genivaldo Souza, conhecido como Índio, já estava morto. Segundo informações do Siate, a vítima estava com ferimentos na cabeça. O catador de papel João Maria dos Santos, que também mora no mocó, explica que a vítima foi assassinada com uma pedrada.
João dos Santos informa que os dois acusados moravam em um barraco nos fundos do mocó. Segundo ele, Paloma e Gil fugiram logo após o crime. Eu conhecia os dois, mas não tinha muito contato com eles, afirma.
João dos Santos diz que era muito amigo da vítima e ambos moravam no mocó há cerca de três anos e meio. Segundo ele, Índio era bem-humorado e tranquilo. Ele não sabia fazer confusão, ressalta. O catador de papel afirma que seu amigo não tinha parentes em Londrina.
O mocó, na verdade uma obra inacabada de dois andares que foi abandonada, era habitado por oito pessoas, todas adultas, segundo João Santos. Com essa confusão toda, dois foram embora, explica. Ele não sabe dizer a quem pertence o prédio.


