Catador confessou, diz delegado
O catador de papel Belmiro dos Santos, 42 anos, confessou ter estrangulado as irmãs Fabiane, 6 anos, e Tatiana Alves, 3 anos, afirmou ontem o delegado Harry Carlos Herbert, do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride). O delegado encerrou o processo da morte de Tatiana e espera apenas os laudos do IML de Curitiba para concluir o inquérito da morte de Fabiane.
Belmiro, que sofre de epilepsia e toma grandes doses de psicotrópicos, foi levado na sexta-feira para o Manicômio Judiciário. Ele já esteve internado por cinco anos, entre 1988 e 1993. Se a Justiça julgar que Belmiro era inimputável quando cometeu os crimes, ele deverá ficar internado.
O delegado disse que Belmiro tem comportamento volúvel, que pode variar de dócil a violento em poucos segundos. Seria em momentos de crise, segundo Herbert, que o catador de papel teria cometidos os dois homicídios. O delegado descartou que Belmiro possa ter envolvimento no desaparecimento de qualquer uma das outras 13 crianças procuradas pela polícia do Paraná.
O próprio Belmiro forneceu à polícia a principal pista para sua captura. Ele acusou o colega de trabalho Saulo Nogueira, 46 anos, como autor das mortes. Nogueira chegou a ficar preso por 20 dias. Os detalhes dados por Belmiro quando acusava Nogueira, porém, eram tão minuciosos que a polícia desconfiou.
Durante o interrogatório, o catador confessou as duas mortes. Ele levou a polícia ao local onde teria enterrado Tatiane, em junho de 97. O corpo da menina estava numa valeta próxima de sua residência. Sua irmã Fabiane foi morta no dia 20 de junho deste ano, no depósito de papéis onde Belmiro e os pais das vítimas trabalhavam. (J.A.)





