Catador confessa morte de faxineira
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quarta-feira, 05 de novembro de 2003
Marta Medeiros<br>Equipe da Folha 
Maringá A Polícia Civil de Maringá prendeu ontem o catador de sucatas Márcio Ferreira Miranda, 24 anos, que confessou ter espancado e violentado a auxiliar de serviços gerais Rosemari Borges, 33. O crime aconteceu no dia 22 de outubro, dentro da empresa Bunge Alimentos, e a vítima morreu devido aos ferimentos.
O delegado-adjunto da 9 Subdivisão Policial de Maringá, Ítalo Sega, vai realizar hoje, com a presença do indiciado, uma nova reconstituição do crime. Miranda mora em um barracão abandonado próximo do Parque de Exposições de Maringá. A empresa está localizada em uma área na mesma região. ''Este é um dos crimes mais violentos que presenciei este ano em Maringá'', disse o delegado.
Segundo Sega, como os depoimentos dos funcionários não demonstravam contradições, a polícia direcionou as investigações aos andarilhos. Após a prisão de um homem que teria contao à polícia que havia se desentendido com um andarilho, os policiais localizaram Miranda. ''Quando puxamos a ficha dele contabilizamos 11 passagens por furto e roubo. Quando avisamos que iríamos colher material para exames, ele confessou o homicídio'', afirmou o delegado.
O catador de sucatas descreveu com detalhes como matou Rosemari utilizando um cano de ferro. Ele contou à polícia que pulou o muro da empresa com o objetivo de furtar sucatas quando viu a auxiliar caminhando em direção a uma das salas. Ele a seguiu, pegou um cano e, quando entrou na sala, viu Rosemari de costas. O primeiro golpe teria atingido a orelha da auxiliar. Segundo ele, continuou a golpeá-la até que a mulher desmaiar.
Miranda afirmou que tirou o tênis e a calça dela, a violentou e foi embora. Antes de pular o muro, tirou a blusa suja de sangue e a jogou fora. A blusa já havia sido localizada pela polícia. O delegado pretende agora fazer um exame de DNA de Miranda para confrontar o resultado com amostras retiradas do corpo da auxiliar. O catador confessou ainda que ejaculou em Rosemari. ''A partir daí teremos a prova mais definitiva e concreta do crime'', disse o delegado.


